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Como Fazer um Contrato de Arrendamento em Portugal (2025)

Fazer um contrato de arrendamento em Portugal parece simples, mas pequenos erros custam caro: rendas em atraso sem forma legal de cobrar, despejos arrastados nos tribunais durante anos e multas das Finanças por falta de registo. Este guia mostra, passo a passo, como criar um contrato de arrendamento habitacional válido em 2025.

1. O que diz a lei (NRAU)

O regime do arrendamento urbano (NRAU — Lei n.º 6/2006, com as alterações da Lei n.º 13/2019 e legislação posterior) exige forma escrita para qualquer contrato de arrendamento. Um acordo verbal é nulo e não permite acionar o Balcão Nacional de Arrendamento em caso de incumprimento.

2. Cláusulas obrigatórias

  • Identificação completa de senhorio e inquilino (nome, NIF, morada)
  • Identificação do imóvel e licença de utilização
  • Fim a que se destina (habitação permanente / não permanente)
  • Valor da renda, data de pagamento e forma de actualização (IPC)
  • Duração e regime de renovação
  • Caução (máximo legal: 2 rendas) e fiador, se aplicável
  • Existência de certificado energético

3. Registo nas Finanças

O senhorio é obrigado a comunicar o contrato no Portal das Finanças até ao fim do mês seguinte ao da celebração e pagar o Imposto do Selo (10% de uma renda). A falta de comunicação impede a emissão de recibo de renda eletrónico — e impede o inquilino de deduzir o valor no IRS.

4. Caução e fiador

A caução serve para cobrir danos no imóvel. O fiador responde solidariamente pelas rendas em atraso. Em 2025, com a procura elevada, é comum exigir 2 meses de caução + fiador com rendimentos comprováveis 3x superiores à renda.

5. Modelo de contrato pronto a usar

Em vez de copiar minutas antigas da internet (muitas ainda escritas ao abrigo do RAU, revogado em 2006), use uma minuta atualizada. No Contrato Facília tem o modelo de arrendamento habitacional 2025 pronto a preencher, com todas as cláusulas obrigatórias e PDF final formatado.

6. Erros mais comuns

  • Não exigir licença de utilização — torna o contrato denunciável
  • Caução superior ao máximo legal
  • Esquecer cláusula de actualização anual da renda
  • Não registar nas Finanças

Um contrato bem feito é a diferença entre receber a renda em dia ou andar 3 anos em tribunal. Comece pelo modelo certo.

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